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22.11.13

Desesperados de espírito - V

Aprendeste a cortar as veias
acordas leve
sais de casa.

Eu sou a caixa onde guardas
as coisas pífias
como o chorar.

21.11.13

Desesperados de espírito - IV

Cobrimos tantas vezes a pele
de tinta de canetas esquecidas
nas mesas das salas de aula.
O nosso sangue era falso
o que podíamos esperar?

20.11.13

Desesperados de espírito - III

Éramos como todos os outros
desesperados de espírito,
Não sabíamos que o futuro
tinha portas por abrir.

19.11.13

Desesperados de espírito - II

Lembro os dias
de lamber feridas
feitas nas paredes
rugosas da escola.

Lembro os dias
sem sorrir.