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18.11.11

Pode voltas atrás. Podes sempre voltar atrás. Pensa bem se é isso que queres. 

17.11.11

Não gosto do que escrevo. Escrevo pouco e não gosto. Sento-me numa café, tenho papel e caneta, escrevo um poema e não gosto. Penso em publicá-lo e não quero. Não gosto do que escrevo. Rasgo livros antigos e deito ao lixo toda a produção adolescente. Fecho algumas portas como quem sacode toalhas à janela. Não durmo de noite porque procuro frases exactas. Escrevo pouco, cada vez menos. Não gosto do que escrevo.

16.11.11

A independência é um jogo amigável, uma data marcada no calendário. Uma coisa que só acontece na cabeça de alguns. O incómodo é um determinado período do mês, um dia certo da semana. A mesma frase, a mesma ideia, depende de segunda, terça, quarta ou quinta-feira. Para ser a pior coisa do mundo. Para ser só qualquer coisa de que te vão culpar no futuro. Para não ser nada, porque ninguém deu por ti a dizê-la. 

15.11.11

O fim de uma amizade é um lançamento lateral. Ninguém parece dar muita importância a isso. Se bem executado, passa como nada. Quase um intervalo na normal rotação do mundo. No entanto, até num lançamento lateral podes cometer uma falta ou, pior, lançá-lo na direcção de um adversário. Assim, perdes o controlo da bola e acabas mesmo por sofrer um golo. O fim de uma amizade é um sinal de perigo numa auto-estrada vazia.

14.11.11

A emoção é uma área restritiva. Tens pouco tempo para te deixares ficar lá dentro. Esperas que reparem em ti, mas apenas os que te importam. Queres sentir-te importante ou sair dali a correr. Tens pouco tempo, é isso. A emoção é uma área restritiva. E quando a provas, ainda assim temes, que a anulem por pretensa falta.