Fico realmente satisfeito com o teu pânico, é sempre nestes momentos que acabamos por mudar de caminhos já desenhados e encontramos novas formas de sermos felizes. Fico realmente satisfeito com a tua desorientação, porque confio em ti e sei perfeitamente que podes pegar nesse teu corpo e alimentá-lo de um outro espírito. Fico realmente satisfeito por teres passado por aqui. De alguma forma nunca dita, sempre soubeste que eu ia aqui estar.
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2.3.11
1.3.11
Cresce, rapaz 2
A fuga é remédio para tudo. Estás mal, mudas-te. Frágil, corres. Assustado, escondes-te. Dói-te algo, ignoras. A fuga é remédio para tudo, é remédio para nada. Apenas consegues que o tempo fique parado, à tua espera numa outra esquina inesperada da vida. Resta-te enfrentar. Mas enfrentar para quê, pensas tu.
28.2.11
Cresce, rapaz 1
“Cresce, rapaz” – disseram-te uns quantos e não acreditaste. Já tinhas nascido grande e completo, pouco mais havia a mudar. Foste fechando as orelhas até que o coração se sentiu apertado e quis explodir. Descobriste o que era o medo, mas, pensavas tu, não era ainda o tempo de crescer.
10.2.11
O Amor e a Violência
Existem quantas maneiras de partir para uma guerra? Quantas formas de dizer as mesmas frases uma e outra vez? Eu, que tantas vezes optei pelo silêncio, solto agora um grito intenso do meu peito.
Existem quantas línguas de fogo no incêndio dos meus olhos? Quantas liberdades reparei eu uma e outra vez? Eu, que nunca antes pisara assim vidro quebrado, descalço-me pela noite escura adentro.
Existem quantas maneiras de esquecer o nosso futuro? Quantas peles arrancadas ao músculo original do homem? Eu, que nunca arriscara cantar em frente a um público, entrego-me assim ao amor e à violência.
31.1.11
A força
A cada um de nós a cruz que lhe couber. Um casal feliz, com uma vida onde tudo faz sentido, detém, à sua volta, um mundo que se desfaz. Amigos próximos que estão sozinhos e entregues a uma depressão crescente, outros que lutam contra a doença, um irmão que encontra a morte da sua mulher. Um casal feliz que, na sua própria casa, não evita ser alvo da inveja de todos aqueles que lhes querem bem.
A vida é mesmo assim, penso sempre eu perante cada filme de Mike Leigh. E ao mesmo tempo que há uma leveza que sobressai das imagens dos filmes do britânico, o peso dessa realidade sai connosco da sala e segue caminho dentro dos nossos bolsos, onde, mais tarde ou mais cedo, o haveremos de reencontrar. Sobre o que é este filme? Sobre o envelhecer ou sobre a felicidade? Sobre a solidão ou sobre o inferno que são os outros?
Os protagonistas deste casal enfrentam tudo com o sorriso fácil e a reacção implacável quando algo faz perigar o seu equilíbrio. No final de cada dia, são eles quem dorme sossegado. São, sem dúvida, eles quem está satisfeito com aquilo que tem. Pode pensar-se que tiveram sorte. Eu prefiro acreditar que tiveram força.
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