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7.4.11

Encontro em Torres Vedras

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras convidou-me, junto com a Amélie Bouvier, para nos encontrarmos com meninos de escolas do Concelho. Foram dois dias cheios de coisas boas.

Na terça-feira, os meninos da Boavista da Silveira, vieram até Torres no autocarro, para terem um dia fantástico. De manhã, vieram conhecer-nos e, depois, seguiram para o Parque Verde fazer um piquenique. Muitos destes meninos tinham imensas perguntas sobre como é possível o Afonso ter voado e visitado tantos lugares assim tão pequeno. Todos perceberam os grandes poderes da imaginação, numa longa conversa cheia de histórias de como se pode criar uma armadilha para escritores. A sessão não terminou sem que víssemos os trabalhos realizados pelos meninos desta escola, uma autêntica galeria de grandes trabalhos que mereceram a nossa aprovação, claro. Quem sabe, nas asas do Afonso e nas corridas pela relva do Parque Verde, não terão nascido mais umas quantas histórias maravilhosas.

Na quarta-feira, começamos por receber, durante a manhã, os meninos da escola da Costa de Água. Trata-se de uma pequena aldeia do interior do concelho onde, como me disse a professora, os correios demoram dias a entregar as cartas, e assim raramente têm tido oportunidade de visitar a Biblioteca Municipal. Mas desta vez tiveram muita sorte. Não só ficaram a conhecer melhor a história do escritor e da ilustradora do Afonso, como também aprenderam a fazer um livro, algo que poderão repetir em casa. As carências em pequenas localidades como estas são mais que muitas, e nem todos os meninos podem beneficiar de brincadeiras que o Afonso faz, mas em todos aqueles pequenos existe uma semente de imaginação e sonho que é preciso ajudar a desenvolver. Um deles saiu mesmo muito triste por não poder levar um livro com ele. Mas eu preparei-lhes uma surpresa. Hoje ou amanhã, chegará um pequeno embrulho à Costa de Água, provavelmente entregue pelo senhor do café. Quando abrirem o presente, os meninos vão ter mais três livros para ler e para rechear a prateleira dos livros. Livros como eles gostas. Com máquinas (A grande invasão), com coisas impossíveis (Quem quer um rinoceronte barato?) e com histórias de sonho e magia (Contos Contigo). Espero que possam ser ainda mais felizes.


Na parte da tarde, recebemos as turmas do primeiro ano da EB1 de Torres Vedras. Como nem todos conheciam a história do Afonso, houve sessão de contador de histórias. Entre o espanto e a gargalhada, os pequenos lá foram aguentando a energia que explodiu no momento de fazer perguntas. Quiseram saber tudo, não só sobre a história, mas também sobre o escritor e a ilustradora ali presentes. Muitos não se coibiram de dizer que já tinham experimentado fazer armadilhas para escritores (com redes e folhas), e alguns anunciaram a sua vontade de ser escritores quando forem grandes. Ficaram todos muito contentes por saberem que têm um escritor a passar à porta da escola deles todos os dias, quem sabe não terão a sorte de ver nascer uma história nos ramos das árvores do recreio. Havia de ser bonito.

20.1.11

Apresentação

Sábado vamos fazer a primeira apresentação pública do Afonso e o Livro.

A ocasião merece uma pequena digressão sobre a origem deste livro. A ideia surgiu de um desafio feito pelo Vitor Timóteo, dono de uma gráfica com quem trabalho há uns anos, para que eu escrevesse um texto que pudesse dar origem a um livro, isto com o intuito dele produzir esse livro e oferecer aos seus clientes e colaboradores. O desafio andou uns meses na minha cabeça, foi adiado por um ano, e acabou por dar origem à história do Afonso, esse rapaz que gostava muito muito de um livro que ainda não existia.

O Afonso é, no fundo, uma das  muitas pessoas que torce o nariz aos livros, como se torcesse o nariz à sopa. O que vão encontrar com ele, dentro deste livro, é que fazer um livro pode ser algo entusiasmante, descobrir segredos que num trabalho finalizado, muitas vezes, não surgem denunciados. O Afonso é também uma pessoa que acaba por descobrir as maravilhas da leitura e, dessa forma, tornar-se um ávido leitor de todos os livros do mundo.

Para lhe dar corpo, a Amélie Bouvier foi imprescindível. Os vários rascunhos nascidos a partir das palavras foram encontrar um Afonso que só podia ser mesmo aquele, um rapaz pequeno e aventureiro, capaz de vestir imensas peles, capaz de navegar e voar por um mundo que existe muito dentro da sua cabeça. E agora, este sábado, vamo-nos sentar numa livraria e mostrar o livro a todos os amigos que aparecerem. Como que a pedir que cada um leve o Afonso consigo e que possa assim descobrir quantos livros ainda estão por aí para ler.

Até já.


Afonso e o Livro - Sessão de Apresentação - Sábado, 22 de Janeiro, pelas 16 horas - na Livraria Livrododia, Torres Vedras. 

18.1.11

Começa a viagem

Todos os livros serão um só é um espaço onde vou falar dos meus livros e das viagens que faço com eles. O título, tinha-o guardado para uma possível edição completa dos meus livros de poesia. Chegado o dia em que isso parece fazer pouco sentido, chamo-o para o espaço virtual onde, para além da poesia, coabitam a literatura infantil, os livros lidos, os livros sonhados. Para o início da viagem trago o Afonso, personagem principal do meu primeiro livro infantil, tão bem desenhado pela Amélie Bouvier. É com ele que vamos andar nestes primeiros tempos. Venham comigo...